sábado, 12 de maio de 2012

ANTÍNOUS-Vida, Morte e Religião 7

ECCLESIA ANTINOI

OS CIDADÃOS DE ANTINOÓPOLIS

A antiga religião de Antínous foi oficial e solenemente fundada novamente por um grupo de crentes que assumiram o nome de Ecclesia Antinoi em 30 de Outubro de 2002. Ecclesia Antinoi foi o primeiro grupo de crentes a reinstituir a Religião e Culto de Antínous no mundo moderno.

Como parte do esforço de reerguer a antiga religião, os membros iniciais criaram um grupo no Yahoo com o propósito de comunicarem com os crentes em Antínous por todo o mundo. Este grupo do Yahoo continua a ser o foco da devoção a Antínous e da espiritualidade gay em geral.

A palavra Ecclesia refere-se à assembleia democrática dos cidadãos da antiga Atenas e é usado neste sentido para referir que todos os membros da comunidade de Antínous são cidadãos iguais na cidade espiritual de Antinoópolis. O Líder oficial da Ecclesia Antinoi é o grupo moderador conhecido como Epistratego de Antinoópolis que era o título conferido por Adriano depois de “Presidente de Antinoópolis” que também é conhecido como o “Nomarca” ou cabeça da religião… há até ao presente apenas uma religião, o mundo inteiro.

O atual Epistratego de Antinoópolis é o Sacerdote Hernestus que tem servido como o moderador do grupo desde 2007. É o responsável pela manutenção e coesão do grupo, aprovação de novos membros, censurar conteúdo inapropriado e encorajar e manter registos da cidadania de Antinoópolis.

A irmandade sacerdotal de Antinoópolis é separada da parte da Ecclesia Antinoi. Os sacerdotes não servem como líderes do corpo da Ecclesia Antinoi, sendo somente membros iguais. Os sacerdotes são líderes da Religio Antinoi que inclui todos que de forma aberta e de boa vontade professam devoção a Antínous como o deus. Ecclesia Antinoi não requer devoção a Antínous como condição para se ser membro, nem a Ecclesia Antinoi requer compromisso com a irmandade dos sacerdotes de Antínous e as suas crenças.

Ser membro da Ecclesia Antinoi é livre e aberto a todos que têm algum interesse em Antínous. É recomendado que aquele que desejar ser conhecido como membro da Ecclesia Antinoi junte-se ao grupo do Yahoo para comunicar com outros membros com os mesmos interesses.

O registo formal como cidadão de Antinoópolis é oferecido pelo Epistratego. Para pedir a cidadania, junte-se ao grupo Ecclesia Antinoie envie um pedido ao Epistratego para reconhecimento da cidadania.


O PANTEÃO DE DEUSES ANTINOUS 

As imagens sagradas de Antínous afetuosamente guardadas nos museus do mundo, mostram que Adriano tinha a intenção que soubéssemos que Antínous tinha uma miríade de seres sagrados contidos num só. Tendo ele como modelo, sejamos livres para amar Antínous nas suas completas e variadas formas, com a noção que ninguém excede os outros, porque todos são a verdade da sua divindade e todas ilusões. O verdadeiro Antínous, o rapaz que nasceu na Bitínia, que Adriano amou e que foi levado pelo Nilo é um completo estranho. É este o Deus que procuramos, que nos chama, o mais misterioso e o mais belo de todas as formas. Este é o rapaz que caiu ao Nilo e emergiu como um Deus.

As comparações que foram feitas por Adriano com a mitologia entre Antínous e os mais famosos deuses tinham o significado de comunicar a sua mensagem às massas que podem não ter entendido o que os oráculos escritos ou orais estavam a traçar para a sua deificação. Se entender Dionísios, então começará a entender Antínous, se entender Osíris, então começará a entender Antínous, se entender a constelação de Aquila, então começará a entender a Estrela de Antínous. Mas as palavras escritas foram perdidas e o seu nome foi apagado dos mapas dos céus e apenas as estátuas ficaram para guiar os nossos caminhos. Com estas imagens perfeitas no nosso passo, relembremos que a maioria não vê retratado em Antínous os atributos de nenhum deus, mas somente nu tal qual como qualquer um de nós. Isto dá a impressão que Antínous é um Deus sem precedentes, comparável com os famosos deuses somente como uma extensão, que temos primeiro de entender a partir daí.

Estes são apenas alguns dos muitos caminhos que levam ao verdadeiro Antínous e cada um constitui o todo desta religião. Pela sua graça, que ele nos possa guiar à Estrela Negra que é a porta para a sua salvação.

ANTINOUS OSÍRIS


Os primeiros crentes em Antínous foram os camponeses egípcios e os sacerdotes Kemetic que se juntaram à frota imperial na sua viagem a subir o Nilo. Eles reconheceram que o sacrifício de Antínous ao afogar-se no rio, fê-lo um deus pelas suas antigas tradições. Daqui resultou que as primeiras formas de adoração eram egípcias e recordou que Antínous era uma das deidades do Nilo, colocando-o entre as várias divindades. Antínous pode então ser venerado com todos os atributos da religião Egípcia. Em Antinoópolis, dois templos foram construídos, um grego e outro egípcio. As duas fés coexistiam pacificamente mas os crentes egípcios mantiveram-se na maior parte na antiga fé Kemetic. Os atributos de Osíris foram aplicados a Antínous e neste sentido, é como o Falo perdido de Osíris que nunca foi recuperado do Nilo, que se pensa ter-se afogado, emprestando a sua fertilidade à lama do rio que inunda os campos e promete a sua fecundidade na colheita. A morte de Antínous é portanto no seu grandioso sacrifício a manutenção do princípio de Maat que assegura a paz e estabilidade do mundo às custas da sua vida. Ele morreu para que milhões pudessem viver. A inundação do Nilo que ocorreu imediatamente a seguir ao seu afogamento, foi o primeiro milagre e sinal da sua divindade.

ANTINOUS DIONÍSIO 

O segundo Templo de Antínous foi dedicado a Antínous, o Divino Efebo. Foi o mais grandioso dos dois templos porque a cidade de Antinoópolis era uma colónia da civilização greco-romana no coração do Egito. Os gregos eram propositadamente encorajados a emigrar para a cidade. Foi adornada com todos os confortos da civilização grega que Adriano tanto admirava. Antínous foi assimilado com Dionísio, o Deus das vinhas, que também é considerado eternamente belo e jovem. O seu espírito de liberdade e libertação indulgente, fê-lo popular entre os reprimidos como as mulheres, escravos, artistas e homossexuais. Dionísio, como Osíris é um Deus da fertilidade, o êxtase da embriaguez que se diz ser o seu presente à humanidade. Grandes partes das imagens de Antínous retratam-no com os trajes de Dionísio, com a coroa de hera, o Tirso e a pele de leopardo. Antínous-Dionísio foi venerado por um grupo de artistas em Roma, e muito provavelmente eram atores e poetas. Os escultores que o representaram com tamanha perfeição faziam sem dúvida parte do seu culto. Todas estas artes eram notoriamente como sendo ocupações de homossexuais, tal como o são agora. Esta particular manifestação de Antínous é portanto o lugar onde Adriano propositadamente falava aos homossexuais romanos, dando-lhes um novo Deus em quem acreditar e que condensou num só a beleza do sexo masculino. Este Deus, Antínous-Dionísio incorpora o mistério do culto orgiástico da fé greco-romana e foi a forma religiosa que mais se espalhou por todo o mundo. Pode então ser expressa a fé romana através da veneração a Antínous como o Deus da embriaguez e da liberdade e que foi o presente de Dionísio à humanidade.

ANTINOUS APOLO 

Muitas das estátuas mostram Antínous mostram-no com os atributos de Apolo, o culto e refinado Deus das Artes. Adriano foi o mais crente em Apolo de todos os imperadores. Ele trouxe nova vida às artes clássicas, patrocinando escultores e pintores que imitassem e exaltassem os antigos mestres. A proliferação das estátuas de Antínous que de muitas formas imitam e ultrapassam os antigos mestres gregos, são um exemplo dos aspetos de Apolo na religião de Antínous. Os artesãos de Apolo eram as Musas, que eram inspiradas pela perfeição da criação e em troca inspiraram a humanidade a recriar esta perfeição através das artes. A mais longe e duradoura fação da religião de Antínous foram os que admiraram as suas imagens como o pináculo da arte clássica. Tanto foi escrito acerca das suas imagens assim como da sua fé e para muitos, é uma extensão da sua veneração. Pode-se venerar e adora Antínous através do amor das suas imagens, por pura idolatria, primeiro como admirador e depois como artista. “The Cytharode of Curium” canta um belo hino a Antínous, sendo acompanhado com uma lira. O poeta Pancrácio escreveu um poema épico acerca da caça ao leão da Maurosia. Os escultores, sob a cuidada direção de Adriano, recriaram a verdadeira imagem de Antínous aos milhares. O Cardial Alessandro Albani no início de 1700 exibiu a sua fé em Antínous ao tornar-se o principal colecionador do mundo das suas imagens até aos dias de hoje. Oscar Wilde, Fernando Pessoa e Marguerite Yourcenar escreveram poemas e prosa que captaram a memória e elegância de Antínous, o Deus que inspirou as artes, quando vivo. Admirando a maravilhosa arte de Antínous e recriando-o, estamos a fazer parte da religião Antínous-Apolo.

ANTINOUS GANIMEDES 

O mistério da estrela de Antínous tem fundamento na veneração de Antínous Ganimedes que é o espírito da Era de Aquário. É o portador da taça dos deuses de onde jorra o vinho da juventude eterna. Ele é a juventude e a gentileza, inocência e alegria. Carregado aos céus nas asas de uma águia, Antínous Ganimedes é a alma do crente que será igualmente elevada quando for provado a suavidade da sua boca. Os astrólogos apenas revelaram o que viram. Um rapaz com forma radiante que se parece com Ganimedes, que foi levado da sua casa pelo amado Deus de Roma. Antínous foi tirado da obscuridade e trazido para a frente do mundo por Adriano, o Novo Zeus, sem dúvida tão imprevisível e glorioso. A águia que desde sempre foi um símbolo celeste e nacional de poder a imagem de Força, Justiça, Glória, Poder e a Liberdade dos céus. Dando as mãos a uma pomba, torna-se uma conjunção de forças. Poder e Amor, Majestade e Beleza, Justiça e Paz, Desejo e Perfeição, Lógica e Sabedoria… Vida e Morte. O amor de Adriano por Antínous é o amor que todos os homens têm pela juventude, nos outros e por eles mesmos. A adoração por Antínous Ganimedes é o desejo de fazer parte da sua taça da imortalidade, para perpetuar o brilho da alegre juventude e como a morte não passa de um conto de fadas.

ANTINOUS ATTIS

Antínous era da moderna nação da Turquia. Outro nome para esta nação era a Frígia. É um país com uma história muito longa, tão longa quanto qualquer outra da história humana. Da época de Catal Huyuk, as primeiras fundações encontradas, ao Império Hitita, à Guerra de Troia, às Sete Igrejas do Livro da Revelação, aos poemas místicos de Jalaludin Rumi, a Frígia acrescentou à sua história e à sua identidade espiritual, que é distinta da cultura Helenística, da qual tem sido absorvida. O primeiro deus romano que exemplifica esta diferença, é o Deus Attis de o culto à Grande Mãe dos Deuses. Attis foi um belo rapaz que foi considerado louco pelo amor da Grande Mãe Cibele e ele ter-se-á castrado debaixo de um pinheiro e do seu sangue terão nascido flores violetas. Roma levou esta religião sobre grande austeridade. O centro desta violenta religião de auto mutilação era localizado na colina do Vaticano, hoje o local da Basílica de São Pedro. Algumas imagens representam Antínous com a pinha que é o símbolo de Attis. Estes sacerdotes da Grande Mãe, após a auto castração, viviam o resto da vida vestidos de mulher. Eram sacerdotes travestis, responsáveis por espalhar a fertilidade da Grande Mãe aos campos da Terra, derramando o seu sangue na terra. Esta prática vive até hoje no culto romano católico na irmandade de penitência em Espanha, Filipinas, México e no Sudeste dos Estados Unidos. Apesar da prática do transformismo ter terminado, o derrame de sangue não acabou. Diz-se que Attis terá nascido no rio Sangarius que também corria pela Bitínia, o local de nascimento de Antínous. Após se ter castrado, Attis morreu sob uma árvore do pinheiro depois de ter banhado a sua virilha a sangrar no rio Gallus que diz-se ser uma alegoria do deus rapaz moribundo, ou do sol, que morre ao lado da Via Láctea no solstício de inverno. Sob Antínous Attis a prática do sagrado transformismo e da androginia é santificada. Pode-se tomar parte no antigo mistério frígio através do espírito do androgenia e do sagrado transformismo.

ANTINOUS DIANA

Adriano e Antínous adoravam caçar e era talvez o seu passatempo favorito. Apenas algumas imagens os representam juntos e em todas elas é mostrado o envolvimento na caça. As esculturas em relevo do arco de Constantino, mostram Adriano e Antínous a caçar um javali e ambos de pé com os pés sobre o corpo de um leão, talvez o leão mauriciano do poema épico de Pancrácio. Crê-se que esta caça foi vista como uma tarefa espiritual sobre o domínio e o caos da Natureza às mãos da humanidade. Uma inscrição permanece dedicada a Antínous e Diana, a deusa da caça, revelando que estas duas divindades, ambas recordadas como homossexuais, estavam intimamente ligadas. Antínous é como a versão masculina de Diana e de facto, quase todos os deuses rapazes que morreram foram recordados como caçadores, incluindo o famoso Adónis. Os cães são sagrados para Antínous como o caçador. O tempo que Antínous passou com Adriano é praticamente equivalente ao tempo de vida de um cão caçador. Antínous tem todas as características de um cão caçador, belo, refinado, forte, masculino, jovem, viril, cheio de vida, carinhoso, precioso, afetuoso, bem-disposto, emocional, preguiçoso, talvez feroz, facilmente depressivo, contudo cheio de alegria e intensamente leal a Adriano até ao ponto do suicídio. Este aspeto canino de Antínous e o trilho do caçador é outra faceta desta religião que, de muitas formas, contradiz muito o resto da sua religião estabelecida mas é talvez o aspeto mais definido da sua verdadeira vida. Pelo pouco que é conhecido sobre o verdadeiro Antínous, a única certeza é de que ele foi um caçador.

ANTINOUS EROS

O Imperador Adriano em devoção à sua religião, empreendeu esforços para o desenvolvimento de três divindades. O primeiro foi Zeus-Júpiter, a segunda foi Vénus e o terceiro, Antínous. Os gregos proclamaram Adriano para ser a incorporação viva de Zeus e o pai espiritual do país. Contudo, a fé pessoal de Adriano estava centrado na deusa Vénus. Ele construiu um magnífico Templo de Vénus em Roma um dos maiores da cidade. Para ele, Vénus era a mãe dos cidadãos romanos e a protetora da nação. A sua crença originou-se na história de que Vénus era a mãe de Aeneas, filho do rei Príamo que teria fugido da cidade ardida de Troia quando caiu nas mãos dos gregos. É contado pelo poeta Virgílio que Vénus guiou Aeneas e os seus seguidores para Itália onde fundaram a cidade de Roma. Para Adriano, Vénus era mais do que uma deusa do amor carnal como é tipicamente representada no mito mas a deusa do amor em geral e, portanto, da paz e da beleza. Ele prometeu Vénus como o emblema da sua nova filosofia para a civilização, de que Roma devia ser baseada no amor e harmonia entre as nações que fez surgir o Império. Antínous é assim o filho de Vénus, Eros a quem as pessoas chamam de Cúpido. Antínous foi o desejo de Adriano, exemplificando o desejo de si mesmo. Como Eros, Antínous é amor, a força que a beleza inspira nos homens. Antínous é o amante a quem seguimos nos nossos corações. A veneração da beleza e sensualidade nos homens é uma expressão do amor de Antínous-Eros. Vénus é uma grande e cósmica força de beleza, uma parte da ordem da Natureza mas Antínous-Eros é a mais poderosa de todas as divindades, a mais inegável, aquela que se apodera de nós quando menos esperamos, aquela que nos abandona facilmente e nos deixa desamparado, a única capaz de nos guiar até à beira da insanidade, forçando-nos a cometer todo o tipo de extravagâncias em seu nome. Diferente da sua mãe, Antínous é infantil nos seus desejos, é uma criatura de impulsos e emoções, que abandona toda a razão para atender a tudo o que entende ser belo. Mas o mesmo Antínous-Eros é também aquele a quem todos os poemas são escritos e todas as músicas são cantadas. É a mais graciosa de todas as divindades, a que nos eleva aos mais altos reinos da união transcendental com os nossos semelhantes, o que nos faz cair apaixonados, acima e além de qualquer outra emoção humana. Esta paixão incontrolável é o que faz Antínous-Eros a mais charmosa e desejável de todas as divindades, a que mais prazer dá de venerar nas maravilhosas faces da humanidade. Em seu nome, temos a vontade a entregar as nossas vidas e a morrer por aquele que nos foi designado a amarmos. Nenhum outro Deus tem este poder. Antínous-Eros é a única força capaz de superar a morte.

ANTINOUS MITRA

Outro culto da Roma antiga que teve o seu começo na Frígia, são os Mistérios de Mitras e do seu mais antigo primo, os Mistérios Órficos. Estes são primeiramente uma irmandade celestial e iniciática que olhava para as novas descobertas da astronomia para a sua inspiração. Um bitínio de nome Hiparco noticiou que parece ter ocorrido uma mudança no Equinócio da Primavera quando comparado com os antigos mapas astrológicos da Babilónia. Ele acreditou que o sol moveu-se para trás através do Zodíaco a uma velocidade lenta. Ele apresentou a teoria de que as estrelas se tinham movido sob a influência de uma força super cósmica mas terá levado centenas de anos para ser verificado. Quando assim aconteceu, tornou-se uma nova religião que levou muitas das suas ideias dos mitos órficos e falou de uma divindade que existe para além dos confins do cosmos, não tendo nada a ver com o nosso mundo, um ser perfeito de pura luz, de quem o nosso mundo é um pálido reflexo. A religião do Mitraísmo foi o resultado desta combinação de filosofias astrológicas e órficas, misturadas com ideologia Platónica. Mitra é representado a usar o gorro da Frígia, também chamado como o gorro das estrelas. Simboliza a liberdade e foi colocado na cabeça de um escravo livre. Teologicamente, a liberdade que Mitra inicia é a liberdade aos confins do mundo e da mortalidade. A antiga religião grega esteve por centenas de anos a condenar as almas dos falecidos ao sono do esquecimento e desaparecimento no submundo. Os meios para escapar a esta eterna escuridão era conquistarem a imortalidade através da fama pelos atos heroicos. O mitraísmo oferecia uma alternativa à alma para quem entrasse nos mistérios secretos deste deus celestial em que a alma é guiada através das sete esferas planetárias que aprisionam a vida na Terra. O mitraísmo espalhou-se rapidamente por todo o império ao mesmo tempo que o evangelho de Jesus ganhava terreno. As duas fés estão profundamente relacionadas e por algum tempo estiveram em competição. O cristianismo triunfou porque estava aberto a todos enquanto o mitraísmo era exclusivo para homens. Muitos creem que Antínous e Adriano, sendo ambos curiosos e profundamente religiosos, possam se ter envolvido nas iniciações secretas e estivessem incluídos na salvação que Mitras teria mostrado a todo o mundo. O segredo da Estrela de Antínous, a sua localização e a mensagem implícita que encerra, tem todos os atributos do mitraísmo e há uma ou duas imagens que mostram Antínous a usar o gorro frígio das estrelas. Podemos por isso ver Antínous no papel do Deus da Era de Aquário e o sucessor de Mitra, que foi o Deus da Era de Peixes.

ANTINOUS O GNÓSTICO

Muito próximo e relacionado com os mistérios órficos e mitríacos, está a revolução gnóstica que veio a florescer durante o liberal e pacífico reinado de Adriano. Os Gnósticos levaram as ideias de Pitágoras, de Platão, os mistérios Órficos, a astrologia greco-babilónica, a doutrina egípcio de Maat e o evangelho de Cristo e deram-lhes completamente a volta. Essencialmente os gnósticos dizem que o criador do mundo foi um impostor que reclamou ser o deus único mas que existe um outro ser, maior e mais poderoso, que nunca ninguém poderá conhecer ou entender, que está para além da compreensão do Deus deste Mundo. Eles reclamam que o criador do nosso mundo e dos anjos, tiraram a luz que é somente um reflexo desde ser superior e que o aprisionaram em carne e matéria, fazendo que o que era imortal, esteja sujeito à morte e decadência. Aquele que compreender isto, tem o poder de rejeitar a dominação do criador do mundo e sobrepor-se pondo-lhe um fim aos ciclos de reencarnação que colocaram as nossas almas escravas ao ciclo de vida e morte. Aquele que obtenha a gnose pode erguer-se e juntar-se à origem de todo o amor e de toda a luz, que é o Deus Desconhecido que habita além do nosso escuro e pequeno universo. Os grandes professores desta doutrina revolucionária viveram durante o tempo de Adriano e Antínous e ensinaram em Alexandria, no Egito. Entre eles, São Valentim de quem deriva o nome do famoso dia os namorados e outro com o nome de Carpócrates que esteve presente em Alexandria quando a corte imperial passou pela cidade. A cidade Sagrada de Antinoópolis oferecia segurança aos livres-pensadores de todos os géneros e foram bem-vindas as várias escolas dos Gnosticismo. As suas ideias pareciam ter colorido a religião de Antínous, especialmente porque eram abertos à homossexualidade. A morte de Antínous é tradicionalmente visto como um sacrifício para benefício de Adriano e todo o Império Romano mas também pode ser visto através da filosofia gnóstica como a negação de Antínous a continuar num mundo de morte e renascimento. Sempre se suspeitou que um dos impulsos que fez Antínous saltar para o rio Nilo foi o desejo de preservar a sua jovem beleza da idade e decadência. Alguns sugeriram das evidências das estátuas posteriores, que a sua face de rapazinho estava a ganhar formas de adulto e o cabelo a esconder as suas bochechas perfeitas. Se assim é, então Antínous atirou-se para as ideias do gnosticismo de restituir à carne o seu mais perfeito estado em favor do eterno e desconhecido mistério que está para além do cosmos e do grande rio das estrelas.

ANTINOUS ANTENOCITICUS

A Religião de Antínous também fez o seu percurso até às populações do norte. Primeiro entre as tribos celtas, sob os auspícios das suas divindades, Maponos e Belenus. Ele foi compreendido entre os celtas como um da linha da juventude, divindades que foram outrora mortais e que obtiveram imortalidade através de conquistas heroicas. Os aspetos mais inovadores de Antínous Celta foram apresentados por Philip Bernhardt-House, doutor da Igreja de Antínous. Um Templo de uma pequena divindade chamada Antenociticus que foi descoberta somente há cerca de um século numa fortaleza construída como parte da grande muralha de Adriano que vai de uma ponta a outra de Inglaterra. A muralha foi construída antes de Antínous aparecer na vida de Adriano mas este templo parece ter sido construído depois da religião de Antínous se espalhar pelo mundo. Os nomes das duas divindades são muito familiares, talvez por causa da má pronúncia ou até do esforço de assimilar Antínous na religião britano-romana e nas populações circundantes. Este Antínous Antenociticus é importante porque mostra que o espírito de Antínous encontrou o seu lugar mesmo entre os ancestrais das nações de língua inglesa, que tinham emergido como os herdeiros desta nova religião. Apesar de a Britânia ser a mais distante de Roma, tornou-se a grande concretização do mundo moderno. O Império Britânico e a sua filha, América com a sua cultura popular, são a nova Roma. A ideia de um mundo de paz e estabilidade que era o sonho de Adriano encontrou as suas primeiras realizações desde a sua era dourada. Esta semente de Antínous planta num pequeno e obscuro Templo na fronteira do grande e amado Império Romano, na idade dos Antoninos que floresceu no nosso tempo. A veneração destas divindades celtas é a mesma veneração do rapaz que caiu ao rio Nilo.



Texto traduzido com a permissão de Antonius Subia e do site original:

ANTÍNOUS-Vida, Morte e Religião 6


LITURGIA



DEDICAÇÃO A ANTINOUS 

Antínous o mais Glorioso Deus da Beleza,
Juventude Eterna, elevado à Divinização,
Pelo seu Barco Sagrado dos Milhões de Anos.
Belo Adónis do Submundo
Deus Amado dos homossexuais.
Eu clamo por ti, Antínous.
Ofereço-te a minha veneração,
Grande Deus Gay da Eterna Beleza,
Homo Deus Antínous.
Com este sacramento de fé,
Deixa-me estar entre os que te veneram,
Entre os que te adoram,
Deixa-me ocupar o meu lugar
Dentro do Barco dos Milhões de Anos.
Antínous é o poder e a majestade
Do eterno, universal e cósmico Amor Gay.
É nos teus braços que eu confio a minha alma
Eu dedico-te a ti, Antínous
Tu és o meu Deus, a quem adoro e venero
Eu curvo-me perante ti, Antínous,
Senhor das Estrelas sem fim
Tudo o que sou, ofereço a ti, Antínous
Eu proclamo-te como o meu Deus.
Belo Antínous, Deus do Homo Eros.
Aceita a minha devoção, Antínous
Sê o meu guia, o meu guardião e a minha proteção.
Dá-me a bênção da Homoteose.
Ajuda-me a confiar na tua Bênção.
Em tua honra, Antínous
Porque foste elevado à religiosidade.
Eu dedico-me a ti, Antínous
Assim abre o teu caminho diante de mim.
Eu acredito em ti, Antínous!
Abençoa-me, fica comigo,
Concede-me o poder da Homoteose.
Com este ato de devoção,
Eu dedico-me a ti, ANTINOUS.


SAGRADA IMAGEM DE ANTINOUS

Belo Antínous da Bitínia
Tu és o maior e bondoso Deus
És o Deus do Amor Homossexual
A tua perfeita face é a estrela da manhã
Dos céus sem fim.
O mais belo Príncipe das Flores,
Adónis do Submundo,
Este teu ícone é a tua verdade e beleza sagrada.
Este ídolo é a divina verdade da tua imagem sagrada.
De acordo com os teus caracóis
Todo o Universo revela as estrelas com que és coroado,
A glória e a hera da distante galáxia agitada
É colocada na tua fronte.
És o espírito da juventude invicta,
Antínous da flor de lótus, belo Deus Adónis,
Rio das estrelas, coroa cintilante das noites sagradas,
Nós proclamamos a divina perfeição do teu corpo gracioso
Tu és o divino “kalokagathia”* da juventude eterna
Antínous do coração desabrochado
Explodindo do interior da carne profunda
Que cobre o mundo inteiro com a tua fragrância.
Antínous do submundo, excelência imortal,
Radiante, super cósmico, perfeito, reflexo de Narciso
Ao olharmos para ti é contemplar o omnipotente Poder Gay
És a manifestação da eterna Homoteose,
O nosso fogo sagrado do amor homossexual,
Que é o amor da mesma face esplêndida
A brilhar em todos os corações dos homens gay,
Tão claro e brilhante como uma luz
Da tua imortal e para sempre beleza do corpo e alma
És o Deus da Beleza,
A tua face é cheia de Graça,
Nós adoramos o teu ícone e a tua forma maravilhosa
A tua imagem divina de absoluta perfeição e beleza
Porque viveste e foste verdadeiramente amado por Adriano,
A verdadeira beleza do teu corpo é o nosso maior milagre.
Por intercessão do teu ícone sagrado,
Contempla… esta é a face de Antínous, o Deus
* Kalokagathia (καλοκαγαθία) é um conceito grego derivado da expressão kalos kai agathos (καλός καi αγαθός), que significa literalmente belo e bom, ou belo e virtuoso.

O SAGRADO NOME DE ANTINOUS 

Em nome de Antínous,
O mais Sagrado, O mais Abençoado, o mais Glorioso
Deus da Beleza e Juventude
Eu consagro a minha vida a ti
Até ter a tua chama acesa em mim,
Ilumina a centelha do meu Ser
Com o brilho da tua face perfeita.
Adorna de perfume dos meus membros
Com o amor da tua fragrância
Impõe o teu nome sobre o meu nome
Deixa o meu ouvido ouvir a tua voz
Deixa a minha face sentir o teu sopro,
Toma o teu lugar dentro do meu coração
E eleva-me até à chama da tua estrela eterna.
Pelo poder da graça
Do Sagrado Nome de Antínous,
Eu consagro-me a ti, Antínous da Bitínia.
Antínous, o Deus Gay, eu recomendo-me a ti.

Antínous, a Epifânia
Antínous, o Efebo Divino
Antínous, o Justificado
Antínous, o Vitorioso
Antínous, A Juventude Invicta
Antínous dos Céus
Antínous, o Restaurador
Antínous, o Salvador
Antínous, o Divino
Antínous, a Nova Estrela
Antínous, o Belo
Antínous, o Bem-Amado
Antínous, o Abençoado
Antínous, o Benevolente
Antínous, o Sagrado
Antínous, o Florescente
Antínous, o Rejuvenescido
Antínous, o Frutificado
Antínous, o Distribuidor da Paz
Antínous, o Brilhante
Antínous, o Amado de Adriano
Antínous, que foi Elevado aos Céus
Antínous da Flor de Lótus Vermelha
Antínous dos Oráculos
Antínous do Deus Desconhecido
Antínous do Mármore e do Bronze
Antínous, Líder das Musas
Antínous da Lua
Antínous, a Aranha
Antínous, o Caçador
Antínous, Senhor dos Cães
Antínous, o Libertador
Antínous, Panteão dos Deuses
Antínous das Inundações
Antínous, Adónis do Mundo
Antínous, a Taça dos Deuses
Antínous, Filho de Argus Slayer
Antínous, o Coração de Leão
Antínous, Dividido em Dois
Antínous, Capitão das Estrelas
Antínous, Reflexo de Narciso
Antínous, que é contra a Mente
Antínous, que caiu no rio Nilo
Antínous, cuja Face é cheia de Graça
Antínous, cuja Salvação foi Cumprida
Antínous, cuja Estrela veio para o Ser

Eu recomendo-te a ti, Antínous.
O meu corpo é o teu altar e a minha mente a tua pérola
O meu coração é a tua flor e a minha alma a tua estrela.
Deixa os meus lábios tocarem a tua Beatitude
Eu exalto em ti e deixa-me oferecer-te a minha vida
Tu penetras o meu corpo e brilhas através da minha face.
A tua beleza salta pelos meus lábios.
Eu sou a recetáculo do teu espírito
Eu sou a influência da tua estrela
Eu vejo com os teus olhos, respiro com o teu hálito.
O teu perfeito nome está nos meus lábios.
Eu caminho pelo mundo como tu caminhas
Eu caio com a minha face prostrada diante de ti
Eu beijo os teus pés que são os meus pés
Eu sou o chão da sagrada Antinoópolis
Veste-me com a tua luz, Antínous.
Eu clamo por ti, Antínous
Eu elevo-me a ti, Antínous
No Nome Sagrado de Antínous
Eu sou Um com Antínous, Eu Sou Antínous.




O BARCO SAGRADO DOS MILHÕES DE ANOS

Tu és adorado, Antínous
Quando as tuas belezas estão nos meus olhos
E os teus raios brilham pelo meu corpo

Suporta-me como os seres que são como tu
Deuses Abençoados que remam no Barco dos Milhões de Anos
Que o guiam acima do submundo
As tuas mãos estão cheias de beatitude
Agarras firmemente nas tuas mãos os cetros
O barco rejubila
E o grande Deus avança em paz em homenagem a ti e ao teu barco
Erguendo-se e brilhando com os seus raios

Em triunfo colocas em ordem os teus remadores
Tu passas pelos céus em frente aos seres estrelados
Eles caem com faces no chão
À tua passagem

Garante a esta alma um lugar
Triunfante diante de ti
Triunfante diante dos Deuses
Do horizonte oriental para seguir para um lugar
Onde tu estavas ontem
Em paz sem nunca perecer
Nunca sofrer para sempre a destruição do corpo
Aberto está o caminho das almas

Vai em frente e em paz no teu barco
Vai em passo largo pelos céus em paz
As estrelas que nunca descansam de cantar honras a ti
Faz-te glorioso, meu belo ser
Faz-te forte dentro da minha alma
Que possas estar satisfeito por te estabeleceres em mim
És adorado em paz
És exaltado em razão das tuas maravilhas

Que os teus raios brilhem no meu corpo diariamente
Que a tua luz brilhe no meu corpo
Belo é a tua ascensão em mim

Antínous está nos ventos
O seu navio avança pelo seu sopro

Eu vim para te conhecer e prestar homenagem
E para ver a tua imagem que é bela
Eu vim para estar diante de ti e contigo
Que eu não fique fechado

Que eu não volte para trás
Que eu possa chegar à terra da eternidade
Que eu possa estar unido à terra da existência eterna
Que os meus membros sejam renovados
Bela visão das tuas belezas
Como todos os teus favoritos
Porque eu sou um deles que te adoram na Terra

Tu avanças com fortaleza no teu barco
Os teus raios brilham nas nossas faces
Mas os teus raios não são conhecidos
Viajam através de milhões de anos num só momento
És coroado na majestade das tuas belezas

A ti eu rezo
Põe de lado as minhas faltas
Destrói os meus defeitos
Garante que eu consiga chegar ao céu da eternidade
E à montanha dos teus favoritos
Que eu me possa juntar aos seres brilhantes
Que eu possa estar entre os veneráveis
Santo e perfeito além das terras inferiores
Que eu me apresente com eles para ver as tuas belezas

Passas triunfante através do céu
Serás associado com as estrelas
Louvores serão cantados no teu barco
Hinos serão cantados pelos teus santos marinheiros

Eu sento-me entre os grandes
Que habitam nos seus assentos
Eu sento-me ao lado do Espírito Divino
Eu sou a lua entre os Deuses
Eu estou assente entre aqueles que brilham
Eu caminho na Terra através dos teus passos
Eu atravesso as terras inferiores
E apresento-me novamente depois de atravessar o túmulo
Eu dissipo a noite
Eu sou o teu amado
Eu abri todos os caminhos no céu e na terra
Eu conheço o teu nome
Eu conheço formas de ti que são desconhecidas
Eu ergui-me como um Deus entre os homens
Eu sento-me no meu lugar no horizonte
Eu habito nos limites da Terra
Eu nasci renovando-me
Eu rejuvenesço diariamente
Tornei-me num Príncipe
Tornei-me Glorioso
Eu sou o leão que avança a passos largos
Eu lancei flechas
E feri a besta
Eu sou os olhos de Antínous
Eu dividi o céu
Eu passei através do horizonte
Eu fui possuído por um ser belo e gracioso
Contemplem como estou cheio de milhões de encantamentos
Eu sou Antínous
A minha alma vê o Grande Deus
Dentro do barco de Antínous
A minha alma vai na frente
Entre aqueles que não calculam mais os anos
Antínous foi entregue pela alma
E estabeleceu esplendores na minha fronte
E raios de luz nas minhas faces
Naqueles que estão entre os seus membros

Eu vi Antínous
Eu ergui-me pelos seus dois lados
Eu sou o lótus que se apresenta diante do Deus da Luz
Eu descanso porque lembrei-me dele
A Verdade está no meu corpo,
Esmeraldas e cristais reluzem entre a escuridão
Esplendores e alegrias foram-me dados
O olho de Antínous consumiu-me
Estou adorno com as suas vestimentas
E sentado na frente do seu barco dos milhões de anos
Perto dele sento-me triunfante e em paz
Na sua proximidade e em veneração
Da sua sagrada beleza
Eu brilho acima do céu
E apresento-me vindo do céu

A CONQUISTA SOBRE A MORTE 

Deixa a minha alma estar contigo
Que eu venha até aos seres através das tuas coxas
Que eu seja como tu para sempre e para sempre
Que possa ser glorioso em Antínous, o Belo
Triunfante, Poderoso e Belo
O Belo guia do céu
Revolver do céu, piloto da Terra
Brilha além do Templo dos Deuses
Atravessando a eternidade
A sua existência é eterna

Possa eu estar na presença de Antínous
O Belo Deus e Bem-Amado
Que eu possa falar com Ele
Que possa ser uma alma Gloriosa com Ele
Dá-me a minha boca
Que eu possa falar
Que possa seguir o meu coração na época do fogo e da noite
Tu és a eternidade e perpétuo
A eternidade é o teu dia
Perpétua é a tua noite

Eu sou Antínous na sua aparência
Que eu possa ter as suas plumas na minha cabeça
Portador do barco dos milhões de anos
Os teus marinheiros e cordas são fortes
Pelo vento no qual navegas
Através do lago de fogo do submundo
Setenta e dois príncipes com as suas faces prostradas

Eu passo pelos céus diante dos seres estrelados
Fazendo formas de existência pelas marés
Eu sou o ser divino
Eu sento-me ao lado do céu
Eu sou a flor de lótus que aparece diante da luz
Abre para mim as portas dos céus
A minha alma não ficará aprisionada
Possa o grande Deus desaferrolhar os seus maxilares

Que eu possa passar pelo lago de flores
E avançar em paz
Na minha entrada de paz
Apresentar-se em paz


Textos traduzidos com a permissão de Antonius Subia e do site original: